Garimpando Sentido

A curiosa autodeclarada e inquieta diagnosticada, Paula Consoni, te encontra pra garimpar histórias e sentidos.

O Garimpando Sentido é um podcast sobre propósito, autoconhecimento e o que a gente carrega sem saber nomear. Um espaço de conversa, escuta e reflexão onde ninguém tem todas as respostas. Mas todo mundo está disposto a garimpar.

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Episódios Recentes

Leitura especial: mãe e filha
#22T2

Leitura especial: mãe e filha

Há um ano, a Liz pediu para gravar um episódio. Desta vez, ela voltou com livro na mão, chá gelado e uma opinião muito formada sobre qual livro seria. Paula havia escolhido um sobre felicidade. A Liz não gostou da escolha. E Paula, como toda boa anfitriã, respeitou a convidada. Nesse episódio especial, Paula Consoni e Liz, agora com sete anos, leem juntas Os Invisíveis, de Tino Freitas e Odilon Moraes, um livro brasileiro todo em preto e branco que conta a história de um menino com um superpoder: ele conseguia ver as pessoas que o mundo tornava invisíveis. A mulher da limpeza, quem dorme no banco da praça, quem atende no trabalho e ninguém nota. E, num certo momento, ele mesmo. A leitura é conduzida pela Liz tanto quanto pela Paula. São ela quem nomeia os invisíveis de cada página, quem percebe que a criança se sente invisível quando os pais não olham nos olhos, quem entende que o cachorro foi pro céu, e quem chega, no final, à conclusão mais bonita de todas: que o menino envelheceu e virou invisível, e que uma menina com o mesmo superpoder foi até ele. O que o livro toca vai além da crítica social que Paula anuncia. Passa pelo ciclo da vida inteiro, infância, faculdade, amor, filhos, velhice, morte, e pelo quanto a empatia que a gente tinha quando criança vai sendo empurrada para o canto com o tempo. Paula encerra pensando em voz alta que talvez as crianças ainda tenham esse superpoder justamente porque ainda não aprenderam a não ver. E que vale a pena, de vez em quando, deixar que elas nos ensinem de volta.

Imaginar é um ato de esperança
#21T2

Imaginar é um ato de esperança

Tem algo que a gente vai perdendo devagar, sem perceber. Não é a energia, não é o tempo. É a capacidade de imaginar futuros que ainda não existem. De se permitir sonhar algo que não está no roteiro do que já foi feito. Nesse episódio que inaugura a segunda temporada do Garimpando Sentido, Paula recebe a amiga Francisca Limberger para uma conversa que começa nas amizades femininas e vai longe. Fran é sócia da Acora Design, consultoria estratégica de sustentabilidade para o setor têxtil e da moda, facilitadora de processos criativos e estudiosa de design de futuros. Mas além de tudo isso, ela é uma mulher que cultiva redes com generosidade, que viaja com curiosidade genuína e que pensa o mundo com uma leveza que não esconde profundidade. A conversa passa pela infância nos anos 90, quando cultivar amizades femininas não era estimulado, e chega até o presente distópico que vivemos, onde reagir ao dia a dia deixa pouco espaço para imaginar. Fran provoca: e se a gente tentasse imaginar comportamentos diferentes, e não só tecnologias novas? E se o próximo passo fosse olhar para dentro antes de olhar para o futuro? O que fica depois dessa conversa é uma lembrança gentil de que manter amizades é exercício constante. Que viajar com curiosidade é uma forma de expandir o repertório de mundos possíveis. E que imaginar, hoje, pode ser o ato mais político e mais humano que existe. Deixa esse episódio te dar um pouco de fôlego. A segunda temporada começa com esperança.

Quando se sentir ridícula é o caminho certo
#20T1

Quando se sentir ridícula é o caminho certo

Tem uma frase que Paula encontrou num caderno, escrita lá no começo de tudo: se você está se sentindo ridícula, possivelmente esse é o caminho certo, por aqui que você deveria seguir. Nesse episódio, Paula grava sozinha para fechar o ciclo da primeira temporada do Garimpando Sentido. Sem convidadas, sem roteiro estruturado, com um lencinho do lado e a câmera ligada num lugar onde ela nunca tinha estado antes. É um episódio de agradecimento, de memória e de honestidade sobre o que foi construir algo do zero enquanto a vida seguia, o trabalho pesava e os diabinhos da cabeça tentavam convencer que não era hora, que não estava bom o suficiente, que talvez não fizesse sentido. Ao longo do episódio, Paula conta como foi a troca de nome, do lançamento no susto numa tarde difícil, dos números que surpreenderam, dos episódios que a fizeram chorar, das famílias que foram ver, das mensagens que chegaram e mudaram o dia. Ela fala sobre economia da atenção, sobre o que entende como sucesso e sobre uma leitora de tarô que fez a pergunta certa muito antes de o podcast existir: "O que você vai considerar dar certo ou errado com esse projeto?" Se você ficou aqui em algum momento da primeira temporada, esse episódio é pra você. Se acabou de chegar, que seja um convite para garimpar junto.

História de um canto: queijo e propósito no Pampa
#19T1

História de um canto: queijo e propósito no Pampa

O que o queijo ensina? Às vezes, ensina mais sobre a vida do que sobre negócios. Ensina sobre tempo, sobre aceitação e sobre deixar a natureza conduzir caminhos. Nesse episódio, Paula Consoni recebe Mariana Rosa e Paulo Ceratti, da Canto Queijaria, para uma conversa que começa numa crise existencial de dois jovens bem estabelecidos nas suas carreiras e chega num Pampa gaúcho, numa tríplice fronteira entre Brasil, Uruguai e Argentina, onde um casal aprendeu que respeitar o tempo do queijo é respeitar o tempo da vida. Mari era estilista, trabalhava para grandes redes de varejo, viajava para a China e a Índia desenvolvendo produtos a custo baixo para distribuir em escala. Paulo estava no marketing de shopping center, cujo objetivo, como ele mesmo diz, era levar todo mundo para dentro de uma caixa. Em 2014, os dois pediram afastamento sem remuneração, venderam o carro e foram para Nova York. Foram pensando que a resposta ainda estava na moda. Voltaram sabendo que estava no artesanal, talvez no campo. Em Nova York, descobriram feiras de produtores artesanais jovens que haviam saído de carreiras tradicionais para pequenas propriedades e faziam iogurtes, vinhos, cervejas, queijos. Era o espelho daquilo que ainda não sabiam que queriam. Paulo voltou para a terra da família, em Uruguaiana. Mari voltou para as raízes que nem sabia que tinha. O que o episódio toca vai além da mudança de vida. É sobre o que acontece quando você escolhe não controlar. O aragano, um dos queijos da Canto, vira dois queijos completamente diferentes dependendo da estação: azul e firme no verão, branco e cremoso no inverno. Mari, perfeccionista por natureza, aprendeu com ele a relaxar, a respeitar os espaços e os tempos, a aceitar que as coisas não são iguais o tempo inteiro. É um episódio pra quem já pensou em largar tudo. E também pra quem nunca pensou, mas vive com aquela sensação de que algo precisa mudar de lugar.

Luto perinatal: buscando sentido na perda
#18T1

Luto perinatal: buscando sentido na perda

Tem uma dor que o mundo quase não vê. Não tem funeral conhecido, não tem ritual estabelecido, não tem palavra pronta. É a dor de perder alguém que ainda não tinha nome para os outros, mas já tinha nome dentro de você. Nesse episódio, Paula Consoni recebe a terapeuta de luto Tamires Prado, que viveu o luto perinatal e neonatal, e a fisioterapeuta pélvica Thaís Duarte, que há quatro anos integra uma formação para doulas da morte, para conversar sobre o que quase ninguém sabe nomear: o luto perinatal. Uma dor que existe antes de existir para o mundo. Uma ausência que pede presença. A conversa começa no tabu e vai fundo. Por que é tão difícil falar sobre morte no cotidiano? O que isso custa para quem precisa ser ouvida num momento de perda? Tamires e Thaís falam sobre a logoterapia de Frankl, sobre a política nacional de humanização do luto materno aprovada em 2025, sobre as caixas de memória que guardam pulseirinhas, carimbo de pezinho, uma toquinha. Pequenos objetos que dizem: esse ser existiu. Essa dor é real. E há algo que Tamires traz de dentro, com uma generosidade que para: a ideia de que a filha que perdeu não veio para transformá-la, mas veio pronta para a própria missão. Tirar o ego do centro da perda. Deixar o outro existir por si mesmo, mesmo que brevemente. A questão maior que o episódio levanta não é como superar o luto, mas como aprender a habitá-lo. Como a sociedade, as famílias, os profissionais de saúde, podem aprender a estar presentes sem despachar a dor com frases prontas. Às vezes, o que salva é apenas o silêncio de quem não foge. Se você passou por isso, talvez esse episódio te alcance num lugar que poucos chegaram. Se você nunca passou, talvez te prepare para estar ao lado de alguém que um dia vai precisar que você fique.

O que ouvintes dizem

"Amei esse episódio! Me identifiquei em várias das falas. Obrigada por isso. Isso precisa ganhar o mundo!"

Thamiris

Episódio 6

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